domingo, 18 de março de 2012

George Atwell fala sobre Michael Jackson



George Atwell trabalhou com Michael na época de Thriller. Ele era da equipe de gravação dos estúdios Bee Jay, em Orlando. George lembra de fãs tentando subornar os seguranças para ver Michael, de como o tigre do álbum Thriller ficava mordendo Michael, e porque Michael disse que não queria aprender a ler música. George lembra-se claramente, já tendo trabalhado com muitos outros, o quão “espantoso” era o talento e a genialidade musical de Michael. Até Michael sabia que seu dom não precisava de um “complemento intelectual”. O dom já tinha vindo para ele aperfeiçoado.

George conta que Jackson o impressionou com seu profissionalismo, sua habilidade de se apresentar musicalmente com precisão, sua bondade e seu entusiasmo. Se existia algum lado negro ou esquisito em sua personalidade, Atwell diz, Jackson nunca mostrou. Atwell trabalhou em algumas músicas de Jackson (que pelo que ele saiba, nunca foram lançadas) na suíte particular de Jackson no Royal Plaza na Disney.

“Depois de Thriller ter sido lançado e se tornado absurdamente popular, Michael Jackson foi para Orlando nas férias e através de amigos em comum em Los Angeles e Orlando, ele nos pediu para ajudá-lo a fazer 4 demos de músicas que estavam em sua cabeça. Eu era produtor da equipe nos estúdios de gravação Bee Jay em Orlando naquela época, e nós pegamos teclados,
máquina de ritmos, guitarra/violão, baixo, e nós quatro nos encontramos com ele no hotel Royal Plaza (no 13º andar).
Ele foi extremamente legal, educado, e ficava preocupado se estávamos bem … se não estávamos cansados demais, se queríamos comer algo, etc. Ele estava envolvido com a Pepsi na época, e a primeira coisa que nós vimos na pia foram 3 garrafas de Pepsi… uma verdadeira parceria! Já que Michael não lia música, ele levou cada um de nós de cada vez, para dentro da sala de música, e ficou repassando cada parte até que conseguisse ouvir exatamente o que queria. Ele cantava a parte e nós tocávamos e então fazíamos modificações, trocávamos as vozes, as estruturas dos acordes, etc, até que ele dissesse: “sim, é isso!”.Havia um segurança sentado do lado de fora da sala e enquanto estávamos trabalhando sem parar, era possível ouvir o som do elevador durante a noite inteira, porque fãs tentavam ir até lá para dar uma espiada em Michael. Eles tentavam subornar o segurança com qualquer coisa (use sua imaginação!) para deixá-los entrar, mas ele, é claro, não aceitava. Assim, nós trabalhamos as melodias no hotel, e então levamos tudo para o estúdio de gravação, quando definimos todas as faixas e ele cantou então por cima delas. O que eu mais me lembro daquelas sessões, foi o fato de que vocalmente, ele nunca falhava! A única vez que eles tinham que colocar a faixa para tocar de novo, era por conta de um erro do engenheiro ou por algum problema técnico. Ele fez a voz principal e todas as 3 vozes de fundo, 3 vezes cada e nunca errou. Ele não ia até o piano e “treinava” as vozes de fundo (como é normalmente feito); ele simplesmente as cantava! A noção incrível de ritmo do estalar de seus dedos enquanto ele estava gravando as músicas para nós trabalharmos vai ficar para sempre em minha mente.



No estúdio, nós todos sentamos na sala de TV e assistimos a estréia de Thriller na MTV. Ele ficou parecendo uma criancinha … não conseguia acreditar que seu clipe estava passando na MTV, não conseguia acreditar que o álbum “Thriller” estava em 1º lugar … e isso após vários de seus hits já terem atingido o topo até aquela época (ele tinha 24 anos)

Eu perguntei a ele porque ele não aprendia a ler música e ele respondeu que Deus tinha concedido esse dom a ele, e ele tinha medo de que aprendendo demais sobre o lado “intelectual” da música, isso pudesse estragar tudo.

Ele tinha um companheiro de viagem, um senhor de idade com quem ele dizia estar havia 16 anos, e que adorava implicar e pregar peças se ele caísse no sono, etc.

Ele recebia edições diariamente do clipe de Thriller vindas de Los Angeles e nós assistíamos juntos. Na primeira vez, ele fez com que sentássemos todos em volta da TV, pegou pipoca, petiscos, bebidas, etc., e quando ele apertou “play” para a gravação começar, ele descobriu, para seu desespero, que um convidado da casa tinha gravado o noticiário das 11 horas por cima do vídeo! Ele ficou tão sem graça e ficou dizendo que sentia muito, e que não conseguia entender como aquilo tinha acontecido, etc., então ele convidou todos novamente para assistirem na noite seguinte.

Ele disse que ele e Quincy se envolveram muito, porque Quincy não queria “Billie Jean” no álbum … ele não achava que a música era forte o suficiente ou algo assim. Bem, nós todos sabemos qual opinião acabou prevalecendo!

Nós temos muitas lembranças fortes daquela época em que Michael não havia sido afetado pelos ricos e pela fama, era uma pessoa verdadeiramente cuidadosa e maravilhosa para se estar por perto. Meu filho, Michael (que tocou e programou a máquina de ritmos) tinha 14 anos na época, e aquela foi a primeira sessão de gravação em que ele foi pago …. que ótima maneira de começar! Nós temos ótimas fotos com ele e, é claro, uma cópia autografada de Thriller. Ele mostrava para nós as marcas em seu braço por ele ter que segurar o tigre filhote bem forte, porque estava mordendo ele todo!

Adeus Michael … Você fará falta, mas para aqueles que tiveram o privilégio de trabalhar e conhecer você, sua “presença” nunca será esquecida. ”


- George Atwell
 

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